As espécies invasoras!
- GPEGE 01
- 16 de dez. de 2020
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Na figura ao lado vemos um malabarista equilibrando ovos. Imaginemos que os diferentes ovos sejam espécies e, em conjunto com o malabarista, representem um ambiente em EQUILÍBRIO.
No ambiente as espécies interagem entre elas e com outros fatores não vivos como a chuva e a temperatura. Em um ambiente em EQUILÍBRIO os tipos de espécies e o número de indivíduos tendem a ser mais ou menos constantes ao longo do tempo. Isso garante a permanência dos diferente seres vivos que ali se encontram.
Porém, quando adicionamos ovos diferentes para o malabarista (aqui representando novas espécies), este pode perder o equilíbrio. Quando uma nova espécie chega em um novo território ela pode gerar um desequilíbrio no ambiente, rompendo algumas interações entre as espécies locais. Por exemplo, essa nova espécie pode consumir os mesmos alimentos que algumas espécies residentes e levar vantagem nessa “disputa pela sobrevivência”. Nestes casos a nova espécie é denominada de INVASORA.

Muitas vezes as espécies invasoras provocam o desaparecimento de espécies residentes, assim como ocorreu com os ovos que se quebraram na imagem ao lado. As invasoras podem tomar o lugar das espécies locais. Além dos prejuízos ecológicos, muitas espécies invasoras podem causar danos a saúde e a economia.

ALGUNS EXEMPLOS DE MOSCAS INVASORAS NO BRASILAlgumas espécies invasoras são representadas por drosofilídeos, pequenas moscas que ocorrem sobrevoando principalmente frutos. Zaprionus indianus e D. suzukii são exemplos de drosofílideos invasores. Embora não causem danos em suas áreas de origem estas espécies tem provocado perdas para as produções agrícolas brasileiras.


Drosophila nasuta é o mais recente caso de um drosofilídeo invasor no Brasil. Esta espécie asiática chegou no nosso país em 2013 e, desde então, vem se espalhando pelo nosso território. Assim como as demais espécies invasoras, sua presença no país exige atenção dos pesquisadores para avaliar os possíveis danos que podem ser provocados pela sua presença.

CONTRIBUIÇÕES DO NOSSO GRUPO DE PESQUISANossas de pesquisas têm mostrado que Z. indianus pode competir com espécies locais (Garcia et al. 2008) e que hoje é uma das espécies de drosofilídeos invasores mais abundantes no norte da Floresta Atlântica (Coutinho-Silva et al. 2017) e na Caatinga (Rohde et al. 2010, Oliveira et al. 2016 a,b). Também estamos preparando uma publicação informando novos locais de invasão de D. suzukii.
Verificamos que, logo após sua invasão no Brasil, D. nasuta se tornou uma das espécies de drosofilídeos mais numerosas no norte da Floresta Atlântica (Silva et al. 2020). Atualmente, continuamos a avaliar a ocorrência e os efeitos da presença desta invasora em diferentes áreas do território nacional.
Alguns exemplos de moscas invasoras no Brasil



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